quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Práticas no Contexto da Prática de Vida Integral: Assegure-se de que dispõe de tempo suficiente para completá-lo [algum exercício, prática ou tarefa] sem ser perturbado

  

Introdução


Nesta série de artigos, vamos falar sobre práticas específicas e as ligaremos, as associaremos à Teoria e Prática (de Vida) Integral, encaixando-as na "estrutura (mental) integral", em outras palavras, no "Metamapa Integral".


No presente artigo irei abordar uma prática que nomeei de "Assegure-se de que dispõe de tempo suficiente para completá-lo [alguma exercício, prática ou tarefa] sem ser perturbado.".


Sobre a "Assegure-se de que dispões de tempo..." 


O trecho em que aparece as instruções dela, contida no livro "Como Superar Nossas Barreiras: Psicologia da Prática Esotérica", de Will Parfitt (1990, p. 17, colchetes meus), transcritas para aqui, são literalmente: "Para ajudá-lo a maximizar os benefícios de qualquer exercício contido neste livro, procure sempre assegurar-se de que dispõe de tempo suficiente para completá-lo [alguma exercício, prática ou tarefa] sem ser perturbado. Mesmo que só disponha de pouco tempo para um determinado exercício, estabeleça um período para executá-lo e não interrompa.".


Nesse livro, essa prática, junto com outras, formam um modo otimizado (de acordo com o autor) de praticar os exercícios incluídos nele. Além disso, o subtítulo desse livro, foi dado, de acordo com Parfitt (o autor deste) orginalmente pelo editor, mas ele gostaria que fosse "Psicossíntese e o Esotérico" (aqui traduzi este possível subtítulo do original em inglês da edição nova desse livro, exclusiva para o dispositivo de leitura de texto Kindle) (PARFITT, 2012). 


Como classifico a prática "Assegure-se de que dispões de tempo..." 


A partir daí, classifico essa prática como uma "metaprática" (uma prática que gerencia uma ou mais outras práticas, quero dizer, uma prática em relação a outra prática) e como uma "pré-prática" (aquela prática que precede e/ou prepara para outra prática), dessa maneira ela envolve e organiza outras práticas. Então, classifico-a também como envolvendo a "Administração de Tempo".


"Administração de Tempo" na "Prática de Vida Integral"


Segundo a "Matriz de Prática de Vida Integral" da página 42 do livro "A Prática de Vida Integral" (WILBER, PATTEN, LEONARD e MORELLI, 2011), temos "Administração do Tempo", como prática do Módulo "Trabalho", um "Módulo Adicional".


Faremos uma pausa agora para explicarmos o que está como Módulo, Módulo Auxiliar e Módulo Básico dentro do contexto da "Prática de Vida Integral" ("PVI").


O que é um Módulo? O que é um Módulo Auxiliar? Quais são os Módulos Básicos?


Mas em que consiste um "Módulo"? Um módulo, na Prática de Vida Integral, consiste em  áreas específicas da Vida.


E em que consiste um "Módulo Adicional"? Está como um Módulo que pode - está como uma opção - de exercitá-lo, um Módulo não-basico, não-essencial e não-central - sendo os Módulos Básicos, Essenciais ou Centrais: o do Corpo, o da Mente, o do Espírito e o da Sombra (ou da integração dos aspectos profundos do inconsciente).


"Administração de Tempo" na "Prática de Vida Integral" (Continuação)


Retornamos agora o tema da "Administração de Tempo" na "Prática de Vida Integral".


No livro "A Prática de Vida Integral" (WILBER, PATTEN, LEONARD e MORELLI, 2011, p.303), temos a descrição de "Administração de Tempo" no contexto da PVI:


"Para muita gente, a administração do tempo é um aspecto-chave do módulo Trabalho mas, fora do trabalho, também fazemos muitas escolhas importantes a respeito do uso do tempo. O tempo é o nosso recurso mais precioso e mais limitado. De inúmeras maneiras, a relação com o tempo determina as possibilidades da sua vida. À medida que a prática amadurece, a sua relação com o tempo pode evoluir, criando um ritmo eficiente, livre e equilibrado, mesmo estando em contato com o presente atemporal."


Aqui vimos, que a "administração do tempo" pode estar como um aspecto-chave do módulo Trabalho, mas que não se limita à esse módulo, podendo estar contida em ou lidar como outros Módulos, áreas da Vida. Que nossa relação com o tempo pode evoluir e melhorar me termos de qualitativos, ao menos - se não (também) quantitativo. E essa mudança pode se manter inclusive com nossa vida e evolução "espiritual" - a do "contato com o presente atemporal".


Em seguida, podemos refletir que essa "metaprática" ("Assegure-se de que dispões de tempo...") pode ser usada em outros Módulos Auxiliares e talvez mesmo nos Básicos. Considero aqui também que  o "tempo" do qual estamos falando (que não o "do presente atemporal"), se encaixe no "quadrante interobjetivo", desse modo ao relativo aos sistemas, onde (um aspecto d)o Trabalho se encaixa - assim como a prática de "carma yoga", nossa "ação no mundo" (ver a "Matriz de Prática de Vida Integral" no livro "A Prática de Vida Integral" (WILBER, PATTEN, LEONARD e MORELLI, 2011, p. 42)- no sistema evolvendo-nos objetivamente com nosso corpo em relação ao nosso ambiente, associado então ao "quadrante inferior objetivo" (ver sobre o que são, quais são, além de quais "espaços"  eles incluem no artigo "Elementos da Teoria Integral: Quadrantes", neste blog). 


Conclusão


Então acabamos de associar a prática com a Teoria Integral, como ela encaixa-se na teoria. Entendemos como a nomeio, o contexto dela no livro "Como Superar Nossas Barreiras", como a classifico ("metaprática", "pré-prática" e como possível parte de uma "administração de tempo"), daí a colocamos no contexto da "administração do tempo" dentro da Teoria Integral e, assim, de seu desdobramento prático - a Prática de Vida Integral (passando pelas explicações de alguns dos conceitos da PVI: Módulos, Módulos Auxiliares e Módulos Básicos) - incluindo sua descrição e como ele se encaixa em relação aos Módulos e ao elemento "dos quadrantes".


Referências


PARFITT, Will. Como Superar Nossas Barreiras: Psicologia da Prática Esotérica. Tradução: Antônio Danesi. São Paulo: EDITORA CULTRIX, 1990.


PARFITT, Will. Walking Through Wall: Psychosynthesis and the Esoteric. Glastonbury: PS Avalon, 2012.


WILBER, Ken; PATTEN, Terry; LEONARD, Adam; MORELLI, Marco. A Prática de Vida Integral: um guia do século XXI para saúde física, equilíbrio emocional, clareza mental e despertar espiritual. Tradução: Carlos Augusto Leuba Salum e Ana Lucia da Rocha Franco. São Paulo: Cultrix, 2011.

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Comentando Ken Wilber: metafísica na obra de Ken Wilber: com metafísica, fora da metafísica e de volta à metafísica parcialmente - Parte I


O objetivo do presente artigo está em resumir como a metafísica aparece na obra de Ken Wilber, como ele a abandona e o modo como ele a retoma parcialmente. Nesta primeira parte focaremos no aparecimento e abandono da metafísica. Em futura parte deste artigo concentraremos em como ele retoma em parte a metafísica na sua teoria. 


Ken Wilber (1977, p. 11) comenta em seu primeiro livro, o "O Espectro da Consciência", dizendo que: "'Não existe uma ciência da alma sem uma base metafísica e sem remédios espirituais à sua disposição'" (itálicos no original) e que ele concorda com essa afirmativa. E Wilber (1977, p. 11) coloca esse livro tendo como objetivo "apoiar e documentar esta proposição de Frithjof Schuon". Após afirmar isso, Wilber (1977, p. 11)  acrescenta que os sábios e mestres de todos os lugares e tempos estão de acordo com essa citação.


Este texto de "O Espectro da Consciência", segue com Wilber (1977, p. 11) falando da existência de uma "ciência da alma" reducionista - que de forma mais amigável prefiro chamar: de uma "ciência da alma focada" ou "ciência da alma centrada"* ou mesmo como "circunscrita". Ele (WILBER, 1977, p. 11)  se coloca como alguém que busca uma "ciência da alma" mais integral, uma "ciência da alma" mais ampla, que considera a consciência de forma "pluridimensional" e não "unidimensional".


Ele (WILBER, 1977, p. 11) não se coloca contra a "ciência da alma" atual (isso ele escreve em 1976 D. C., mas talvez continue válido em relação à ciência do ano 2024 D.C.), mas à "monopolização" disso por essa ciência, vamos dizer moderna.


Então ele declara que considera o ser humano "pluridimensional", em outras palavras a consciência como composta de diversos "níveis", não exclundentes, mas sim "complementares" (WILBER, 1977, p. 11).


Cada escola de psicologia, psicoterapia e religião (aqui compreendo que ele coloca a palavras "religião" em seu sentido semântico de espiritualidade, quero dizer, como algo possível de encontrar dentro das instituições religiosas, mas que está além delas, compreendendo o dito "espiritual, mas não religioso") como representes de um determinado "nível", assim mais ou menos correto em relação à esse nível ou dimensão e complementar às outras e incorreta em relação às outras dimensões ou níveis (WILBER, 1977, p.11).


Assim, podemos incluir, integrar e sintetizar:  "Jung, Freud, Maslow, May" e Berne, entre outros - enquanto na espiritualidade a inclusão adiciona de Buda à Krishnamurti (WILBER, 1977, p. 11). Ele complementa dizendo isso e coloca a raíz da psicologia, ou ciência da alma, como tendo base na metafísica, mas seus galhos, que considero melhor aqui chamar de desdobramentos*** não estão invalidados, acrescentando que a consciência cósmica está como fonte de sustentação de todos os níveis ou dimensões do ser humano.


Wilber (1977, p. 11) comenta que mudou sua visão sobre o espectro da consciência, coisa que ele mesmo coloca diretamente dizendo que mudou suas ideias (isso está escrito na Introdução do livro "O Espectro da Consciência").


Porém anos depois, talvez décadas ele mudou a sua ideia. Já que no livro "Espiritualidade Integral" (WILBER, 2006), ele busca afastar a metafísica e ainda assim validar como importante a espiritualidade de acordo com os critérios de validação do pensamento moderno, a ciência da alma moderna e a visão pós-moderna. Mas em seu livro "A Religião de Amanhã" (originalmente e ainda sem versão traduzida: "The Religion Of Tomorrow") ele retoma a metafísica em alguns pontos (WILBER, 2017).


Nesta primeira parte do artigo iniciamos o comentário em relação ao conteúdo do primeiro livro de Ken Wilber, "O Espectro da Consciência", e alguns  temas desse livro, como: (1) indo de sua de visão de mundo tendo como base a metafísica, (2) a "ciência da alma" como ele propões e a proposta da "ciência da alma", que chamo aqui, de "circunscrita", (3) a visão includente e complementar que ele sugere e (4) a "religião" em termos de espiritualidade. Seguimos daí para a mudança no pensamento de Wilber para uma visão não metafísica, ou melhor "pós-metafísica", e simplesmente citamos o retorno parcial dele à metafísica.


Na próxima parte deste artigo mostraremos como Ken Wilber utiliza a metafísica no livro "A Religião de Amanhã".


* Aqui não estou falando da "Abordagem Centrada na Pessoa" ou da "Terapia Centrada no Cliente". Não estou me referindo à Carl R. Rogers ou mesmo ao trabalho, à teoria, à obra ou à essa abordagem.


** Aqui ele não usa "dimensão" no sentindo e significado que usará posterioremente com a criação da Teoria Integral, "dimensão" associada ao conceito da ideia de "quadrantes"). 


*** Não, não estou falando, aqui, de "projeção astral" ou "viagem astral".


Referências


WILBER, Ken. Espiritualidade Integral: uma nova função para a religião neste início de milênio. Tradução: Cássia Nasser. São Paulo: Aleph, 2006.


WILBER, Ken. O Espectro da Consciência. São Paulo: EDITORA CULTRIX LTDA., 1977.


WILBER, Ken. The Religion of Tomorrow: A Vision for the Future of the Great Traditions - More Inclusive, More Comprehensive, More Complete. Boulder: Shambala, 2017.

sábado, 5 de outubro de 2024

Lista de links para os artigos do Blog "Prática de Vida Integral"


Sobre a concepção do blog:


  • Para quem escrevo?:

https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2017/10/para-quem-escrevo.html

  • Qual é o objetivo do blog?:
https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2017/10/qual-e-o-objetivo-do-blog.html


Sobre A Prática de Vida Integral e seus Módulos Básicos:


  • O que é a Prática de Vida Integral?:

https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2017/10/o-que-e-pratica-de-vida-integral.html

  • Módulos Básicos: Corpo ou Corpos?:

https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2017/11/corpo.html

  • Módulos Básicos: Mente e Estrutura Mental:

https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2017/11/modulos-basicos-mente-e-estrutura-mental.html

  • Módulos Básicos: Sombra ou Aspectos Psicológicos:

https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2017/11/modulos-basicos-sombra-ou-aspectos.html

  • Módulos Básicos: Espírito e suas faces:

https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2017/11/modulos-basicos-espirito-e-suas-faces.html


Sobre o 5 elementos da Teoria integral:


  • Elementos da Teoria Integral: Quadrantes:

https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2017/12/elementos-da-teoria-integral-quadrantes.html

  • Elementos da Teoria Integral: Níveis e Linhas:
https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2017/12/elementos-da-teoria-integral-niveis-e.html

  • Elementos da Teoria Integral: Estados:

https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2018/09/elementos-da-teoria-integral-estados_87.html

  • Elementos da Teoria Integral: Tipos:

https://praticadevidaintegral.blogspot.com/2024/09/elementos-da-teoria-integral-tipos.html

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Elementos da Teoria Integral: Tipos


A Prática de Vida Integral funciona "movida" pela Teoria Integral - ambos uma criação e desenvolvimento de Ken Wilber - sintetizando-a em cinco ideias centrais: a de quadrantes, a de níveis/estágios, a de linhas, a de estados e a de tipos.




Ilustração dos Cinco Elementos Básicos do Modelo Integral


Hoje apresentaremos os tipos.


Encontramos os tipos em todos os quadrantes – mais sobre os quadrantes ver postagem antepenúltima postagem- assim como níveis/estágios, linhas e estados. Os tipos estão como diferenças horizontais - diferindo das verticais: as de desenvolvimento relativas ao níveis/estágios (mais sobre níveis ou estágios na penúltima postagem. Diferenças estas que não estão como inferiores ou superiores, mas sim em um mesmo valor, de uma forma, vamos dizer: horizontal - e não vertical. No caso das diferenças de tipos - de uma mesma tipologia-, não podemos dizer que um tipo está como melhor, mais profundo, mais elevado ou mais evoluído do que outro.


Os Quadrantes compõem se de quatro dimensões ou perspectivas: sendo que usamos a ideia de dimensões quando estamos consideramos um ser e ideia perspectivas quando consideramos uma situação. Dessa forma temos os quatro quadrantes (dimensões ou perspectivas): o quadrante superior esquerdo, o quadrante superior direito, o quadrante inferior esquerdo e o quadrante inferior direito - que correspondem respectivamente às estas áreas de nossa experiência:  subjetiva, objetiva, intersubjetiva e interobjetiva.


A partir daí ilustramos os tipos nos quatro quadrantes:


 

 

INTERIOR

EXTERIOR

INDIVIDUAL

Interior Individual

  • Tipos de Personalidade (por exemplo: introvertido, extrovertido)
  • Tipos sexuais (por exemplo: masculino, feminino)

Exterior Individual

  • Tipos corporais (por exemplo: endomórfico, ectomórfico, mesomórfico)
  • Tipos sanguíneos (por exemplo: B+, O)
  • Tipos comportamentais (por exemplo: DISC)

COLETIVO

Interior Coletivo

  • Tipos de relacionamentos
  • (por exemplo: romântico, de amizade)
  • Tipos culturais (por exemplo: germânico, indiano, australiano)
  • Tipos de comunicação (por exemplo: direta, indireta)

Exterior Coletivo

  • Tipos de democracia (por exemplo: parlamentar, bipartidária)
  • Tipos de transporte (por exemplo: avião, carro)
  • Tipos linguísticos (por exemplo: mandarim, francês, suaile)


Tabela exemplificando os tipos nos Quatro Quadrantes


Nota: A Tabela logo acima está como criação do autor deste artigo, porém teve como base a Figura 5.18 do livro "A Prática de Vida Integral" (p. 132) com pequenas alterações, mas toda com referência desse livro.


Referência


WILBER, Ken; PATTEN, Terry; LEONARD, Adam; MORELLI, Marco. A Prática de Vida Integral: um guia do século XXI para saúde física, equilíbrio emocional, clareza mental e despertar espiritual. Tradução: Carlos Augusto Leuba Salum e Ana Lucia da Rocha Franco. São Paulo: Cultrix, 2011.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Elementos da Teoria Integral: Estados

Teoria Integral - Todos os Níveis, Todos os Estados
A Prática de Vida Integral com fundamento da Teoria Integral – construída por Ken Wilber --, destila o Kosmos em cinco elementos/fatores – que são: quadrantes, níveis, linhas, estados e tipos.
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Ilustração dos Cinco Elementos Básicos do Modelo Integral
Hoje discursaremos sobre os estados, sua relação com os quadrantes e contraste com os níveis:
Os Quadrantes compõe se de quatro perspectivas de uma mesma situação, objeto ou ser, considerando os como: quadrante superior esquerdo, quadrante superior direito, quadrante inferior esquerdo e quadrante inferior direito, que corespondem a áreas de nossa experiência, respectivamente, à subjetiva, objetiva, intersubjetiva e interobjetiva.
Assim temos:

quadrante superior esquerdo
subjetiva



quadrante superior direito
objetiva





quadrante inferior esquerdo
Intersubjetiva





quadrante inferior direito
interobjetiva


No quadrante superior esquerdo, encontramos diversos estados de consciência, que são temporários e passageiros. Diferente, dos níveis, que são permanentes. Estes funcionam como passos ou etapas de uma escada ascendente, sendo essa chamada de linha de desenvolvimento e aqueles nomeados de níveis ou, também, de estágios.
Segundo, Ken Wilber (2006, p.16-7), existem vários “estados de consciência” - que estão como estados subjetivos –, referentes ao quadrante superior esquerdo:
- Estados principais de consciência (vigília, sonho e sono profundo);
- Estados meditativos (induzidos por ioga, prece contemplativa, meditação e outras práticas);
- Estados alterados (por exemplo, catalizados por drogas);
- Estados de experiência “de pico” – desencadeadas por atividades intensas como fazer amor, caminhadas ao ar livre ou ouvir boa musica.
Referências
WILBER, Ken. Espiritualidade Integral: uma nova função para a religião neste início de milênio. Tradução: Cássia Nasser. São Paulo: Aleph, 2006.










domingo, 10 de dezembro de 2017

Elementos da Teoria Integral: Níveis e Linhas

                                             linhas de desenvolvimento

Fonte da Ilustração: http://e-literato.blogspot.com.br/2012/03/teoria-integral-ken-wilber-parte-iv.html
Ilustração dos Níveis e Linhas

A Prática de Vida Integral tem como base a Teoria Integral - criada por Ken Wilber - que sintetiza o Universo e a vida humana em cinco fatores. Fatores esses que funcionam como pontos de base para qualquer prática ou teoria includente dos aspectos essenciais da experiência do ser humano.

Esses fatores são os: quadrantes, níveis, linhas, estados e tipos.

                                       AQAL

Ilustração dos Cinco Elementos Básicos do Modelo Integral

Hoje falaremos dos níveis e linhas:

Em todos os quadrantes – mais sobre os quadrantes ver postagem anterior- existem níveis e linhas, estados e tipos. Os níveis – também denominados de estágios - estão como graduações que vão do corpo para a mente e enfim alcançando o espírito – algo semelhante a uma escada.

Wilber (2005) descreve as linhas de desenvolvimento, como tendo vários níveis. Essa divisão, segundo ele, pode ser feita de diversas formas, como em uma altura de três graus ou mesmo mais ou menos, estando o ideal entre oito a dez estágios. Entendo isso como uma mesma altura podendo ser utilizada para medi-la tantos em metros como centímetros, tendo aí diferentes numerações para os níveis, mas que marcam a extensão de um mesmo espaço.

Em relação às linhas ou correntes de desenvolvimento, a maior parte de sua obra enfoca mais o Quadrante Superior Esquerdo, mas ressaltamos aqui que TODOS os quadrantes existem e estão como importantes. Uma visão Integral deve incluir TODOS eles.

Seus livros listam uma imensa quantidade de linhas e entre elas:

  • Cognitiva

  • Interpessoal

  • Psicossexual

  • Emocional

  • Moral

  • Musical

  • Cinestésica

As correntes representadas acima correspondem às múltiplas inteligências encontradas no Quadrante Superior Esquerdo.

Ele inclusive sugere a ideia de um Psicográfico Integral e ressalta que o objetivo de desenhá-lo/construí-lo, não está em buscar estar no último nível ou estágio de todos, mas estar Integralmente informado e a par de suas fraquezas e forças, podendo assim buscar intervenções a partir desse conhecimento.

Referências

Em português

WILBER, Ken. Espiritualidade Integral: uma nova função para a religião neste início de milênio. Tradução: Cássia Nasser. São Paulo: Aleph, 2006.

WILBER, Ken; PATTEN, Terry; LEONARD, Adam; MORELLI, Marco. A Prática de Vida Integral: um guia do século XXI para saúde física, equilíbrio emocional, clareza mental e despertar espiritual. Tradução: Carlos Augusto Leuba Salum e Ana Lucia da Rocha Franco. São Paulo: Cultrix, 2011.

WILBER, Ken. Psicologia Integral: consciência, espírito, psicologia, terapia. Tradução: Newton Roberval Eichember. São Paulo: Cultrix, 2007.

WILBER, Ken. A Visão Integral: uma introdução à revolucionária Abordagem Integral da vida, de deus, do universo e de tudo mais. Tradução: Carmen Fischer. São Paulo: Cultrix, 2007.

Em inglês

PATTEN, Terry; MORELLI, Marco; LEONARD, Adam; WILBER, Ken. My ILP Handbook: getting started with Integral Life Practice – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

PATTEN, Terry; MORELLI, Marco; LEONARD, Adam; WILBER, Ken. Welcome to Integral Life Practice: your guide to ILP Starter Kit – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

WILBER, Ken. Introducing of The AQAL Framework: a guide to integral practice and theory: booklet three – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Elementos da Teoria Integral: Quadrantes

                                     quadrantes

A Prática de Vida Integral está fundamentada/embasada pela Teoria Integral criada por Ken Wilber. Nessa Teoria o Kosmos está sintetizado em cinco elementos básicos, que são pontos básicos necessários para análise de qualquer assunto, tema ou área que deseje estar como Integral e que busca a integração dos diferentes conhecimentos.

Esses elementos são os: quadrantes, níveis, linhas, estados e tipos.

AQAL

Ilustração dos Cinco Elementos Básicos do Modelo Integral

Hoje abordaremos os quadrantes:

Os Quadrantes, como o próprio nome diz, vêm em conjunto de quatro. Eles se dividem em dois tipos: interiores e exteriores, além de individuais e coletivos – combinados entre si, totalizam quatro: o interior individual, o interior coletivo, o exterior individual e o exterior coletivo.

INTERIOR

EXTERIOR

INDIVIDUAL

Interior Individual

Exterior Individual

COLETIVO

Interior Coletivo

Exterior Coletivo


Tabela da Combinação dos Tipos de Quadrantes

Nos interiores temos o que está invisível para os cinco sentidos físicos, sendo no interior coletivo, aquilo que encontramos por meio da introspecção, por exemplo: pensamentos, sentimentos, emoções e crenças – tudo que está como subjetivo. Já no interior coletivo podemos “observar” os significados linguísticos compartilhados, o intersubjetivo.

Nos exteriores temos o a parte visível do Kosmos: o exterior individual, a parte externa e das aparências de seres vivos e objetos isoladamente – o que consideramos objetivo – e o exterior coletivo, representa o relacionamento entre os seres vivos e/ou objetos, na sua inter-relação e os sistemas disso decorrentes – o interobjetivo: a sociedade, a economia e os ecossistemas – como exemplo.

INTERIOR

EXTERIOR

INDIVIDUAL

Interior Individual

· Mente

· Sombra

· Espírito

· Pensamentos

· Sentimentos

· Emoções

· Crenças

Exterior Individual

· Corpo

· Dieta

· Exercícios Físicos

· Energias Sutis

· Comportamento

COLETIVO

Interior Coletivo

· Cultura

· Valores

· Relacionamentos

· Significados Compartilhados

· Comunicação

Intersubjetiva

Exterior Coletivo

· Sociedade

· Economia

· Ecossistemas

· Famílias Humanas

· Natureza

Tabela exemplificando o conteúdo de cada um dos Quatro Quadrantes

Nota: A Tabela logo acima está como criação do autor deste artigo, porém teve como fonte alguns conteúdos descritos por Ken Wilber em “Introducing the AQAL Framework”.


Referências

Em português

WILBER, Ken; PATTEN, Terry; LEONARD, Adam; MORELLI, Marco. A Prática de Vida Integral: um guia do século XXI para saúde física, equilíbrio emocional, clareza mental e despertar espiritual. Tradução: Carlos Augusto Leuba Salum e Ana Lucia da Rocha Franco. São Paulo: Cultrix, 2011.

WILBER, Ken. A Visão Integral: uma introdução à revolucionária Abordagem Integral da vida, de deus, do universo e de tudo mais. Tradução: Carmen Fischer. São Paulo: Cultrix, 2007.

Em inglês

PATTEN, Terry; MORELLI, Marco; LEONARD, Adam; WILBER, Ken. My ILP Handbook: getting started with Integral Life Practice – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

PATTEN, Terry; MORELLI, Marco; LEONARD, Adam; WILBER, Ken. Welcome to Integral Life Practice: your guide to ILP Starter Kit – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

WILBER, Ken. Introducing of The AQAL Framework: a guide to integral practice and theory: booklet three – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Módulos Básicos: Espírito e suas faces

                                 Espiritualidade Integral

Espírito – uma palavra de muitas faces, múltiplos significados. Para Ken Wilber (2006) essa palavra assume ao menos quatro significados:

1. Como uma linha de desenvolvimento: a linha de inteligência espiritual – descoberta por James Fowler;

2. Como um estado de consciência, seja ele uma experiência mística pontual e espontânea – chamada de experiência culminante – ou produzido pelo treinamento de estados meditativos;

3. Os altos níveis nas linhas de desenvolvimento;

4. Determinados tipos de atitudes diante os outros e o mundo como: amor, compaixão e sabedoria.

Para compreender mais cada um desses termos em negrito, recomendo acompanharem a próxima série de postagens que abordarão os elementos da Teoria Integral - os quadrantes, os níveis, as linhas, os estados e os tipos.

Espírito


Referência

WILBER, Ken. Espiritualidade Integral: uma nova função para a religião neste início de milênio. Tradução: Cássia Nasser. São Paulo: Aleph, 2006.

WILBER, Ken. Psicologia Integral: consciência, espírito, psicologia, terapia. Tradução: Newton Roberval Eichember. São Paulo: Cultrix, 2007.

Módulos Básicos: Sombra ou Aspectos Psicológicos

integrando a sombra

Talvez você não tenha compreendido o significado da Sombra no contexto do desenvolvimento pessoal. Este artigo tem a função de esclarecer esse significado nesse contexto. Inicialmente digo que estamos falando de “integrar a Sombra”, o que não quer dizer que devemos nos tornar maus, mas sim mais próximos da totalidade.

Em outras palavras estamos falando de trabalhar com os aspectos psicológicos profundos ou inconscientes, integrando nossas partes que foram negadas, reprimidas e recalcadas, “tiradas da consciência” e essa integração as levaria de “volta à consciência”, fazendo nos reconhecer partes nossas que ficaram isoladas do nosso conhecimento. Então esse trabalho visa ao autoconhecimento.

O processo de dissociação da Sombra acontece quando temos algo que não pode ser “tolerado pela consciência” e então “escondemos” e negamos, além de “projetarmos” esses conteúdos em outras pessoas, vendo como se elas tivessem esses elementos. Um exemplo: uma pessoa foi punida por expressar raiva, ela passa a negar que está com raiva – essa que era sua emoção inicial ou original, além de autêntica-, passa então a sentir medo – emoção inautêntica – e vê como se as outras pessoas tivessem com raiva dela – a projeção dos conteúdos inconscientes.

A projeção do inconsciente está como um “lançamento” de imagens e/ou conteúdos/elementos reprimidos por nós, em outra coisa ou pessoa, que por sua vez adquiri essa característica – por exemplo: uma emoção- para nós, mas não de modo objetivo. Embora essa coisa ou pessoa possa objetivamente possuir a mesma característica do que foi projetado. Nesse caso dizemos que a “projeção” encontrou um “gancho” para “fisgar”.

A integração da sombra tem a função de integrar esse negado ou reprimido, nos tornando mais completos; cessar a projeção e readquirir o conteúdo autêntico que antes fora recalcado.

Mas – no caso anterior- o que faríamos com a raiva que fosse autêntica? Passaríamos para um segundo passo: o de trabalhar essa emoção - que constitui outro Módulo da Prática de Vida Integral: Emoções – e mais especificamente a Transmutação de Emoções.

Abaixo o link para o vídeo “Yoda enfrenta a Sombra”:

https://www.youtube.com/watch?v=lfS70QoGDZg


Referências

Em português

WILBER, Ken; PATTEN, Terry; LEONARD, Adam; MORELLI, Marco. A Prática de Vida Integral: um guia do século XXI para saúde física, equilíbrio emocional, clareza mental e despertar espiritual. Tradução: Carlos Augusto Leuba Salum e Ana Lucia da Rocha Franco. São Paulo: Cultrix, 2011.

WILBER, Ken. A Visão Integral: uma introdução à revolucionária Abordagem Integral da vida, de deus, do universo e de tudo mais. Tradução: Carmen Fischer. São Paulo: Cultrix, 2007.

Em inglês

PATTEN, Terry; MORELLI, Marco; LEONARD, Adam; WILBER, Ken. My ILP Handbook: getting started with Integral Life Practice – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

PATTEN, Terry; MORELLI, Marco; LEONARD, Adam; WILBER, Ken. Welcome to Integral Life Practice: your guide to ILP Starter Kit – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Módulos Básicos: Mente e Estrutura Mental

Mente

Na Prática de Vida Integral temos quatro Módulos Básicos ou Centrais: Corpo, Mente, Espírito e Sombra.

Apresentarei hoje o Módulo Mente. Esse Módulo Básico consiste no desenvolvimento e aprimoramento da mente que está como o que faz o elo do corpo com o espírito. Exemplos de práticas para esse Módulo são: leitura, estudo, aprendizado de uma Visão de Mundo - entre outras, além da própria Teoria Integral, que move e embasa a Prática de Vida Integral.

A Teoria Integral ou Modelo Integral consiste da síntese do Universo em cinco elementos básicos: os quadrantes, os níveis, as linhas, os estados e tipos.

Esse Modelo também é chamado de Visão Integral, Abordagem Integral, Sistema Operacional Integral ou mesmo AQAL (se pronuncia “acual”), que vem do inglês “all quadrants, ou levels, all lines, all states and types”, sendo em português: “todos os quadrantes, todos os níveis, todas as linhas, todos os estados e todos os tipos”.

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Ilustração dos Cinco Elementos Básicos do Modelo Integral

A Prática de Vida Integral no Módulo que estamos falando, busca o crescimento e expansão da mente, quero dizer, das “estruturas mentais” (“frameworks”) ou “programas”, também chamadas de “perspectivas” ou “visões”, tendo a Visão Integral como uma dessa estruturas ou perspectivas.

Em outro momento falaremos de cada um desses cinco elementos…


Referências

Em português

WILBER, Ken. A Visão Integral: uma introdução à revolucionária Abordagem Integral da vida, de deus, do universo e de tudo mais. Tradução: Carmen Fischer. São Paulo: Cultrix, 2007.

Em inglês

PATTEN, Terry; MORELLI, Marco; LEONARD, Adam; WILBER, Ken. My ILP Handbook: getting started with Integral Life Practice – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

PATTEN, Terry; MORELLI, Marco; LEONARD, Adam; WILBER, Ken. Welcome to Integral Life Practice: your guide to ILP Starter Kit – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

WILBER, Ken. Introducing of The AQAL Framework: a guide to integral practice and theory: booklet three – Version 1.0. ?: Integral Institute, 2005.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Módulos Básicos: Corpo ou Corpos?

os sete corpos

Fonte da Ilustração: https://rubenatureza.blogspot.com.br/2016/05/corpos-dimensionais.html

Na Prática de Vida Integral temos quatro Módulos Básicos ou Centrais : Corpo, Mente, Espírito e Sombra.

Hoje falaremos do Corpo nesse contexto: o Corpo para a Prática e Teoria Integral se divide didaticamente em um espectro ascendendo do corpo físico ou grosseiro, para o corpo sutil ao muito sutil ou corpo causal.

O corpo físico ou grosseiro está como aquele que presenciamos acordados ou em vigília. Já o corpo sutil, corresponde ao corpo que vivenciamos nos sonhos, o corpo onírico. E o último e mais sutil, o corpo causal, aquele relativo ao sono profundo sem sonhos. Essa divisão em três partes ocorre de maneira arbitrária, pois eles aparecem como um continuum.

A ilustração acima não faz parte da teorização de Ken Wilber, mas nos mostra o continuum dos corpos em uma divisão de sete – também arbitrária - ao invés de três.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O que é a Prática de Vida Integral?



A Prática de Vida Integral consiste em uma prática fundamentada pela Teoria Integral criada por Ken Wilber. Esta Prática de Vida, ou simplesmente, PVI, tem como base tocar em pontos básicos do desenvolvimento, chamados Módulos Básicos ou Centrais, que são: Corpo, Mente, Espírito e Sombra.

O que são cada um desses Módulos Centrais? Vejam a próxima postagem...

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Qual é o objetivo do Blog?

Trazer informações sobre Desenvolvimento Pessoal, Espiritualidade, Psicologia, Teoria e Prática de Vida Integral.